O vereador da Câmara Municipal da Covilhã Eduardo Cavaco absteve-se, na reunião privada do executivo realizada a 2 de outubro, na votação da proposta relativa às candidaturas a apoios municipais ao associativismo para 2027, que define a afetação orçamental e os respetivos critérios.

Com mais de quatro décadas de ligação ao movimento associativo, o vereador reconhece o papel das associações nas áreas da cultura, desporto, solidariedade e coesão territorial, mas considera que a proposta poderia introduzir critérios adicionais de valorização e incentivo.

Entre as sugestões apresentadas estão a atribuição de majorações a associações que diversifiquem as fontes de financiamento ou obtenham apoios nacionais e europeus, a criação de contratos-programa plurianuais e o reforço dos apoios às coletividades das freguesias rurais.

Eduardo Cavaco propõe ainda uma maior ligação entre o movimento associativo e a Universidade da Beira Interior, através de um eventual programa “+ Academia”, bem como a valorização de práticas relacionadas com sustentabilidade ambiental, inclusão e diálogo entre gerações.

Outra questão levantada prende-se com a manutenção, em 2027, da mesma dotação financeira prevista para 2026. O vereador defende que o aumento dos custos de funcionamento das associações deve ser tido em consideração na definição dos apoios municipais.

Eduardo Cavaco afirma que a abstenção não representa uma oposição ao financiamento das associações, mas resulta da defesa de uma estratégia de médio e longo prazo que permita reforçar a autonomia, inovação e sustentabilidade do movimento associativo na Covilhã.