A reconstrução do troço de muralha da Rua Vaz Preto, em Castelo Branco, continua sem avançar, apesar de a empreitada ter sido adjudicada há mais de sete meses e de o prazo inicial de execução ser de apenas 120 dias.
A obra foi adjudicada em outubro de 2025 à empresa Construtora Jerónimo Reis e Afonso, Lda., mas, até ao momento, os trabalhos de reconstrução ainda não tiveram início. Perante esta situação, o AlbiNotícias solicitou esclarecimentos à Câmara Municipal de Castelo Branco sobre os motivos do atraso e a previsão para o arranque da intervenção.
Em resposta, a autarquia explica que o atraso resulta de um conjunto de exigências técnicas, arqueológicas e administrativas associadas à proteção do património histórico, bem como das condições meteorológicas adversas registadas durante o inverno.
Segundo a Câmara, após a derrocada da muralha, foi elaborada uma proposta de intervenção que mereceu parecer favorável condicionado por parte da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) Centro. Entre as condicionantes impostas estava a realização de trabalhos arqueológicos prévios, incluindo uma sondagem de diagnóstico na base da muralha.
A autarquia refere que o processo implicou a elaboração de um Plano de Trabalhos Arqueológicos, a obtenção de autorizações por parte das entidades competentes e a realização de uma sondagem arqueológica, cuja execução acabou por ser adiada devido às condições atmosféricas.
Concluída essa fase, surgiu uma nova exigência: a avaliação do estado de conservação de um cubelo quadrangular existente junto ao troço derrocado e a elaboração de um Plano de Salvaguarda para este elemento patrimonial.
De acordo com a Câmara Municipal, este plano já foi submetido à CCDR Centro e encontra-se atualmente em fase de apreciação. Só após a emissão do respetivo parecer estarão reunidas as condições para o início efetivo da empreitada.
