Um grupo de cidadãos entregou formalmente na Assembleia Municipal de Castelo Branco uma petição pública intitulada “Todos pelo bairro do Castelo, todos pela oficina do Batista”, reunindo um total de 2.141 assinaturas em defesa da histórica Oficina do Batista e da preservação do Bairro do Castelo.
A iniciativa popular ultrapassa largamente o mínimo legal exigido para discussão em Assembleia Municipal, obrigando agora à inclusão do tema na ordem de trabalhos de uma próxima sessão ordinária.
Os promotores da petição alertam para a necessidade urgente de proteger o património humano, cultural e social do centro histórico albicastrense, centrando-se especialmente na situação de Jorge Batista, considerado o último marceneiro em atividade na zona histórica da cidade e distinguido com a Medalha de Ouro da Cidade.
Filho do mestre Jaime Batista, artesão que trabalhou para o Museu do Louvre, Jorge iniciou atividade ainda em criança e tornou-se uma referência regional na marcenaria artística e no restauro. Entre os seus trabalhos mais conhecidos encontram-se intervenções no cadeiral da Sé Concatedral de Castelo Branco e colaborações em peças ligadas ao artista Manuel Cargaleiro.
Jorge Batista enfrenta atualmente um processo de despejo associado à pressão imobiliária na zona histórica, situação que consideram representar uma ameaça à identidade cultural e à memória viva do Bairro do Castelo.
O movimento exige medidas concretas de salvaguarda patrimonial, apoio à continuidade da oficina e estratégias de valorização do bairro, defendendo simultaneamente melhores condições para os residentes e a preservação da comunidade local.
