Palestra promove reflexão sobre o papel das freguesias na Proteção Civil

Palestra promove reflexão sobre o papel das freguesias na Proteção Civil

A palestra “Pensar Localmente a Proteção Civil” realizou-se no passado dia 11 de março, no Auditório da Biblioteca Municipal António Salvado, tendo como principal objetivo capacitar as Juntas e Uniões de Freguesia do concelho para as temáticas e responsabilidades das autarquias locais em situações de acidente grave ou catástrofe.

A sessão procurou também promover um momento de reflexão sobre a articulação institucional, bem como sobre os desafios e oportunidades identificados, tendo por base o cenário recentemente vivido com a Depressão Kristin.

Esta iniciativa integrou-se no âmbito do Mês da Proteção Civil, organizado pelo Serviço Municipal de Proteção Civil de Castelo Branco, dando continuidade ao trabalho que tem vindo a ser desenvolvido nos últimos anos no reforço da preparação e da articulação entre as entidades locais perante situações de emergência.

Tendo em conta o papel estratégico e essencial das autarquias locais no apoio às populações, torna-se fundamental promover uma dinâmica contínua de partilha de estratégias e conhecimentos, contribuindo para o reforço da capacidade de resposta e para a construção de comunidades e instituições cada vez mais resilientes.

Durante a sessão, foi dinamizada uma atividade prática que permitiu analisar e refletir sobre o papel das Juntas de Freguesia em contextos de acidente grave ou catástrofe, através da apresentação de exemplos concretos. Os participantes foram desafiados a identificar de que forma podem atuar dentro das suas competências, contribuindo para uma resposta mais eficaz junto das populações.

No âmbito deste exercício, os executivos das freguesias identificaram fatores internos de cada território, nomeadamente pontos fortes — entendidos como vantagens competitivas e áreas de excelência — e fraquezas, relacionadas com limitações ou deficiências existentes.

Foram igualmente analisados fatores externos, como oportunidades, que representam cenários positivos suscetíveis de serem aproveitados para evoluir e crescer, e ameaças, associadas a riscos que podem comprometer os resultados ou a capacidade de resposta.

A partir da recolha destes contributos, foram definidas algumas medidas futuras que poderão vir a ser implementadas, com vista à melhoria da capacidade de resposta das freguesias em contextos de emergência.