O vereador não executivo Carlos Martins, eleito pelo MIPP, manifestou preocupação relativamente ao processo de votação de um projeto de eficiência energética levado a reunião da Câmara Municipal da Covilhã.
Apesar de reconhecer a importância da eficiência energética, o autarca defende “rigor, transparência e responsabilidade”, sublinhando que estão em causa compromissos financeiros para os próximos 16 anos.
Segundo Carlos Martins, os vereadores da oposição não tiveram acesso prévio à documentação do projeto, nem às propostas apresentadas ou às empresas concorrentes. O vereador revelou ter sugerido ao presidente da autarquia a retirada do ponto da ordem de trabalhos, de forma a permitir uma análise mais aprofundada e, eventualmente, o relançamento do concurso.
O processo, que decorre desde janeiro de 2025, já terá sido lançado pelo menos duas vezes. Das três propostas recebidas, todas ultrapassaram o preço base de 13.731.752 euros. A proposta aprovada, embora a mais baixa, representa um acréscimo de cerca de 1.747.748 euros face ao valor inicialmente definido.
Na reunião esteve também presente ENERAREA – Agência Regional de Energia e Ambiente do Interior, através do seu presidente, Carlos Santos, que fez a apresentação técnica do projeto.
Carlos Martins considera, no entanto, que a dimensão financeira e o impacto do compromisso justificariam mais tempo de análise, apelando à prudência e ao interesse público na tomada de decisão.

